Brasil despreza perdão da torcida, perde outra e sai da Copa vaiado
A torcida que foi gritou “pentacampeão” e aplaudiu a equipe no início do jogo, só não desculpando Felipão pela humilhante derrota por 7 a 1 para a Alemanha na semifinal. Mas acabou ampliando a vaia para todos que vestiam verde e amarelo no gramado e percebeu que, sem nada a comemorar no presente, foi necessário recorrer ao passado, terminando o Mundial lembrando que só Pelé fez mil gols. Jô, substituto do criticado Fred em Brasília, não está nem chegará perto disso na carreira.
Os novos motivos para protestos não demoraram a aparecer. Antes dos dois minutos, o Brasil não tinha conseguido dominar a bola quando Robben venceu disputa pelo alto e tabelou com Van Persie para ser agarrado perto da área por Thiago Silva. Como nada dá certo para os anfitriões, o árbitro deu pênalti, que Van Persie converteu. Ainda no primeiro tempo, David Luiz tentou afastar cruzamento de De Guzmán, em posição duvidosa, e acabou ajeitando para Blind, completamente livre, fazer 2 a 0 aos 16 minutos.
A partir daí, o que se viu foi mais uma atuação vexatória pela qualidade dos comandados de Scolari, que ainda sofreram o terceiro gol nos instantes finais da partida. Não foi humilhante como uma goleada, mas serão raros os brasileiros que não saíram do estádio nesta noite sem se sentir envergonhado.
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Ases de Copas, Alemanha e Argentina fazem tira-teima no Maracanã
A Copa do Mundo que os brasileiros tanto imaginaram chegará ao fim neste domingo. Sem a final esperada pelo público local, mas com a decisão que mais vezes se repetiu na história da competição. A partir das 16 horas (de Brasília) deste domingo, Alemanha e Argentina irão fazer um tira-teima no Maracanã para definir o verdadeiro "às de Copas" no Brasil.
Países que em português iniciam com a primeira letra do alfabeto, Alemanha e Argentina estão acostumadas a se enfrentarem em Copas do Mundo, mas fizeram campanhas distintas desta vez. Tricampeões, com o último título conquistado justamente em cima dos argentinos, em 1990, os alemães foram para o Rio de Janeiro credenciados por embaralhar a seleção anfitriã – derrotaram o Brasil por 7 a 1 nas semifinais. Os argentinos, que chegaram ao seu segundo troféu diante do oponente, em 1986, sofreram um pouco mais na fase anterior – bateram a Holanda nos pênaltis, após um empate sem gols com a bola rolando, e quase se tornaram cartas fora do baralho.
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